Geral Tocantins

Adapec orienta produtores rurais a vacinarem animais contra a raiva dos herbívoros

Este ano, já foram registrados sete casos de raiva em herbívoros no Tocantins

10/05/2022 16h45 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Vacinação contra a raiva nos animais é indicada uma vez ao ano - Foto: Victor Guimarães/Governo do Tocantins
Vacinação contra a raiva nos animais é indicada uma vez ao ano - Foto: Victor Guimarães/Governo do Tocantins

Com os objetivos de manter o controle da raiva dos herbívoros e proteger o rebanho tocantinense contra esta doença, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) está orientando os produtores rurais a vacinarem os seus animais com a vacina antirrábica durante o mesmo período da campanha contra a febre aftosa, que segue até 31 de maio. Este ano, já foram registrados no Tocantins sete casos de raiva, sendo cinco em bovídeos e dois em equídeos nos municípios de Palmas, Paranã, Araguacema e Lavandeira.

O responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PECRH), Raydleno Mateus Tavares, afirma que a vacina é uma das principais medidas de controle da raiva dos herbívoros. “A vacinação antirrábica é fundamental para o controle desta zoonose no Estado, por isso o produtor rural que está em regiões de maior risco, onde há a presença do morcego hematófagoDesmodus Rotundus, que é o principal transmissor da raiva na zona rural, deve por precaução vacinar todos os seus animais a partir de três meses de idade, anualmente”, destaca.

Recomendações da Adapec pararealização dos procedimentos da vacinação:

? A vacinação é de forma voluntária, sendo recomendada para bovinos, bubalinos, equídeos, ovinos e caprinos em áreas de maior risco;

? A vacina é a mesma para bovinos, bubalinos, equídeos, ovinos e caprinos, a qual deve ser mantida sob refrigeração (entre 2°C e 8°C). Antes de aplicar, o frasco deve ser agitado. A aplicação se dá por via subcutânea, na dose de 2 ml por animal.

? A vacina deverá ser aplicada em animais que nunca receberam a vacina, em duas etapas, com intervalos de 30 dias e, depois, deverá ser repetida a cada 12 meses, sendo que, em animais jovens, deverá ser aplicada a partir de três meses.

? Não vacinar animais doentes, debilitados ou sob estresse extremo.

Somado à vacinação contra a raiva dos herbívoros, a Adapec adota outras estratégias para controle da zoonose, como o controle do morcego hematófago, cadastro e monitoramento de abrigos desta espécie, coleta de amostras de animais com suspeita de raiva, e ainda promove ações de educação sanitária, por meio de palestras, cursos e orientações aos produtores rurais e à população em geral.

Dados

Em 2021, foram vacinados 1.633.244 animais contra a raiva dos herbívoros, entre bovídeos, equídeos, ovinos e caprinos. Também foram registrados 23 casos de raiva dos herbívoros.

A Adapec realizou, no ano passado, 1.938 vigilâncias ativas, atendendo diretamente 569 produtores rurais em 48 municípios e cerca de 1.100 pessoas receberam ações de conscientização sobre esta zoonose. Estas ações culminaram na captura de 1.545 morcegos hematófagos, monitoramento de 209 abrigos e cadastramento de outros 69 novos abrigos. Até o final de 2021, a Adapec totalizava o cadastro de 903 abrigos de morcegos hematófagos no Tocantins.

Notificação

Em casos de suspeitas de animais com sintomas de raiva ou sinal de sugaduras, os produtores devem entrar em contato com o escritório mais próximo da Adapec ou ligar, por meio do Disque Defesa, no 0800 063 11 22.

Vale ressaltar que o produtor é obrigado a notificar casos de doenças em animais à Adapec e ele pode também registrar suspeitas de doenças pelo site, no linkhttps://www.to.gov.br/adapec/notificacao-de-doencas-em-animais/uhfvinr77o.A Adapec receberá o registro de forma imediata e providenciará uma equipe para ir até o local fazer o atendimento.

Sintomas da raiva dos herbívoros

O animal infectado pelo vírus da raiva apresenta alguns sintomas como: isolamento do restante do rebanho, apatia, perda de apetite, salivação abundante e dificuldade para engolir. Com a evolução da doença, há movimentos desordenados, tremores musculares, ranger de dentes, decúbito lateral, asfixia seguido de morte. Na maioria dos casos, a doença causa a morte do animal entre o terceiro e o sexto dia após o início dos sintomas.

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